A despedida com Alessandro foi simples demais para o peso que carregava.
Ele parou diante do hotel comigo, como fizera da primeira vez. Nenhuma promessa, nenhum convite explícito. Apenas aquele olhar atento, como se estivesse se afastando contra a própria vontade.
— Descanse — disse. — E evite sair sozinha à noite.
— Você fala como se isso fosse permanente — respondi.
Um leve sorriso tocou seus lábios, mas não chegou aos olhos.
— Algumas precauções deveriam ser.
Antes que eu pudesse insistir, ele se afastou, misturando-se à rua com uma naturalidade inquietante. Fiquei observando por alguns segundos até ele desaparecer completamente, levando consigo aquela sensação estranha de segurança… e de perda.
Entrei no hotel ainda pensativa.
O hall estava mais silencioso do que o normal, iluminado por luzes suaves refletidas no mármore claro. Caminhei alguns passos em direção aos elevadores quando senti algo mudar no ar — uma pressão leve, quase elétrica.
Foi então que a vi.
Ela estava sentada p