Helena Aris
A água quente que preenchia a banheira me aquecia, anestesiando pouco a pouco o frio que havia se alojado no meu pescoço no caminho de volta para dentro da casa. Pelo menos, era isso o que a água deveria fazer. Mas a presença de Simon Kaelen ali, no meu quarto, invadindo o meu banheiro, arruinava qualquer tentativa de trégua.
Abri os olhos devagar, virando a cabeça para encará-lo. Para minha surpresa, ele não estava parado à porta; estava perigosamente perto, de pé quase à minha fre