Eu gosto do som de ordens sendo obedecidas.
Não é vaidade. É confirmação de que o mundo, por alguns segundos, ainda responde ao comando certo. O escritório estava em movimento controlado. Homens entrando e saindo, mapas sendo recolhidos, rádios murmurando códigos que só nós entendíamos. As rotas antigas, aquelas que Caterina tinha exposto com precisão cirúrgica, estavam sendo esvaziadas uma a uma.
— Nada fica para trás — eu disse, sem levantar a voz. — Nem carga pequena. Nem mercadoria “esqueci