O prédio da cúpula ficou para trás, mas a sensação não me largou.
É estranho perceber o exato momento em que você deixa de ser invisível. Não acontece com aplausos. Não vem com fanfarra. Vem com olhares que seguem, com portas que demoram um segundo a mais para se fechar, com seguranças que já não fingem que você não existe.
Entrei no carro com Diego e só então senti o peso real do que tinha feito.
Minhas mãos tremiam.
Não de medo. De descarga.
A adrenalina não pede licença quando vai embora. El