O quarto estava em silêncio. Um silêncio pesado, quase sufocante. Darya estava deitada na cama, com uma manta caída sobre as pernas. A televisão estava ligada, mas sem som. As imagens passavam, mas ela não as via. Os dias tinham deixado de ter forma. Deixado de ter ritmo. Ela acordava… mas não vivia realmente.
O telemóvel estava pousado sobre a cabeceira.
Sempre ao alcance. Sempre à vista. Como se, ao afastá-lo, pudesse perder alguma coisa importante. Darya olhava para ele mais vezes do que que