Desceu as escadas da mansão com graça felina, o vestido sussurrando contra a pele, os saltos ecoando como um desafio. No hall, sua tia — mãe de Mikail, a fria e venenosa matriarca Oslov — esperava com a filha Tatiana, ambas em robes de seda, copos de vinho na mão. Os olhos da tia se estreitaram, percorrendo o corpo de Sofia com desdém disfarçado de análise.— Ora, ora... Até que a filha da empregada sabe se vestir com classe — disse a tia, voz melosa como veneno, virando-se pra Tatiana com um sorriso cúmplice. — Pelo menos nisso ela parece mesmo uma Oslov. Mesmo que bastarda.Tatiana riu baixinho, os olhos invejosos cravados no decote generoso de Sofia. Palavras que outrora a cortariam como navalhas agora ricocheteavam — ela era mais que isso agora, parte da família por direito e por ter o sangue de Alfredo Oslov , mesmo que não fosse motivo de orgulho , aquilo fazia dela uma Oslov .
Ignorou-as completamente, erguendo o queixo com elegância régia, o perfume floral exalando luxúria suti