O ronco grave da BMW devorava as estradas sinuosas de Minas Gerais, o motor ecoando a pulsação acelerada no peito de Sofia. Ela mantinha os braços cruzados, o corpo rígido no banco de couro, fingindo ignorar o homem ao lado. Mikail dirigia com uma mão no volante, a outra casualmente apoiada na alavanca de câmbio, os olhos azuis fixos na estrada — mas ela sentia o peso do olhar dele, mesmo sem virar a cabeça. A química entre eles era uma corrente viva, estalando no ar confinado do carro: o cheir