AMÁLIA
Amália saiu da lanchonete no horário, como fazia todos os dias.
O céu já começava a escurecer, tingido por tons alaranjados e roxos, anunciando o fim de mais um dia exaustivo. Seus ombros pesavam, o corpo pedia descanso — e tudo o que ela queria era chegar em casa, tomar um banho quente e terminar a conversa com seu pai.
Sem hesitar, virou na viela.
Era um caminho antigo, conhecido. Economizava pelo menos quinze minutos. E, naquela altura, cada segundo importava.
Enquanto camin