Eu sempre achei que sabia conviver com fantasmas.
Passei três anos convivendo com a ausência de Lorenzo.
Com a memória da rejeição.
Com o eco daquele “não” público que me fez sair da cidade grávida, sozinha, humilhada.
Mas descobri que fantasmas são muito mais silenciosos do que homens de verdade andando pelo mesmo corredor.
Conviver com Lorenzo sob o mesmo teto é diferente de lembrar dele.
É acordar e ouvir o chuveiro do quarto ao lado.
É dividir a cafeteira.
É discutir qual desenho Helena pod