A primeira sirene soou pouco antes do amanhecer.
Não era um alarme comum. Não anunciava incêndio, nem evacuação imediata. Era um som longo, grave, criado para um único propósito: avisar que algo havia escapado do controle.
Lívia acordou com o coração acelerado.
Por um segundo, não soube onde estava. Depois, a memória voltou como um golpe: a cidade em reconstrução, o grupo dissidente fora dos limites, a ameaça que crescera silenciosa durante a noite.
Ela se sentou na cama, levando a mão ao ventr