Marcelo sempre acreditara que controle era uma questão de antecipação. Quem via antes, movia antes. Quem movia antes, vencia. Durante anos, essa lógica o guiara como um mapa confiável — simples, eficaz, quase elegante.
Mas naquela noite, pela primeira vez, o mapa não fazia sentido.
Marcelo estava sozinho no escritório, luzes apagadas exceto pela claridade azulada das telas. Gráficos, relatórios de engajamento, notícias replicadas em cascata. Ele lia os números sem realmente absorvê-los, como