Jane acordou antes do despertador.
Não por barulho. Não por sonho.
Acordou porque o corpo não confiava mais no silêncio.
Tyler dormia de lado, virado para ela, o braço estendido como se, mesmo inconsciente, quisesse garantir que ainda estava ali. Jane ficou alguns segundos observando aquele gesto — que já tinha sido carinho, que agora parecia vigilância.
Levantou-se devagar.
No banheiro, fechou a porta com cuidado e apoiou as mãos na pia. O rosto no espelho parecia o mesmo, mas os olhos estavam