Ponto de Vista: Maya
O jantar tinha deixado um rastro de eletricidade entre a gente que eu não sabia bem onde guardar. O salão da pousada estava começando a esvaziar, e o som das ondas lá fora parecia um convite.
— O pessoal está indo para o bar do deck — comecei, limpando as mãos no avental e olhando para o Leo com um sorriso de lado. — O Tião preparou umas caipirinhas de seriguela que são famosas por aqui. Você não quer ir?
Leo me olhou, e por um segundo vi a dúvida passar pelos olhos dele. Ele olhou para a porta, depois voltou para mim, e aquele sorriso misterioso dele apareceu.
— Acho que vou passar, Maya. Muita gente, muito barulho... preciso de um pouco mais de silêncio hoje. Mas aproveita lá.
— Tudo bem, estrangeiro. Você quem sabe — respondi, tentando não deixar transparecer que meu coração deu uma murchada de leve.
Fui para o deck, mas não durou dez minutos. O barulho das risadas e a música ambiente pareciam estar no volume máximo dentro da minha cabeça. Eu só conseguia pensa