Ponto de Vista: Maya
O silêncio do banheiro da casa de pedra parecia amplificado. Eu conseguia ouvir o som da minha própria respiração, curta e acelerada, e o barulho rítmico das ondas lá fora, que agora soavam como batidas de um coração que não era apenas o meu. Na minha mão, o bastão de plástico parecia pesar toneladas. Olhei para a janela, onde a luz do final da tarde tingia tudo de um laranja profundo, e respirei fundo antes de baixar os olhos.
Dois traços. Vermelhos, firmes, inquestionávei