Ponto de Vista: Maya
Eu estava submersa. O mundo não era feito de formas, mas de sons abafados e sensações térmicas. Era como se eu estivesse no fundo de uma piscina muito profunda, olhando para cima e vendo apenas vultos distorcidos através da água azul e gelada da anestesia.
Eu ouvia vozes. Elas flutuavam sobre mim, distantes, técnicas. Bipes metálicos marcavam o ritmo do meu coração, e o som mecânico de algo soprando ar nos meus pulmões era a única prova de que eu ainda pertencia ao mundo do