Ponto de Vista: Leonardo
O silêncio de Maya era uma tortura física. Eu subia nos palcos, encarava as luzes e a massa de gente gritando meu nome, mas a única voz que eu precisava ouvir estava calada. Berlim havia se tornado um labirinto de culpa e frustração. Eu não dormia; passava as madrugadas encarando o teto do hotel, imaginando-a na nossa casa de pedra, segurando aquela chave de bronze e se perguntando se tudo o que vivemos foi uma mentira.
No ensaio técnico para a última noite na Alemanha,