Enquanto Ghost arrancava com o carro, Analú fitava o horizonte pela janela, perdida em seus pensamentos. Seus olhos já não vertiam lágrimas, mas refletiam um vazio que se apossara de seu semblante. Era como se a esperança tivesse sido deixada para trás naquela pequena casinha escondida no meio do nada, agora esquecida e solitária. Seu futuro se desenrolava diante dela, uma estrada incerta e deserta, em um ermo infinito.
— Ana Luz, olha para mim! — ordenou Paul em tom ríspido, fazendo-a retroce