Capítulo 77 — Em voz alta
Narrador:
O telemóvel vibrou sobre a mesa. Margot estava prestes a vestir o casaco quando viu o nome no ecrã. Atendeu sem pensar duas vezes.
—Desirée?
Houve um segundo de silêncio do outro lado. Então, a voz de Desirée chegou, baixa, quebrada, quase inaudível.
— Não consigo fazer isso sozinha.
Margot parou.
— Onde estás?
—Em casa. Preciso que me acompanhe —repete ela, com aquela fragilidade que só se permite mostrar diante dela.
—Para onde?
—À clínica. Tenho uma consul