A caixa do teste ainda estava aberta sobre a pia. O chão frio tocava meus pés, mas parecia longe, como se eu estivesse presa dentro de um sonho — ou de um pesadelo silencioso.
Olívia estava sentada na beira da minha cama, as mãos entrelaçadas, o joelho balançando de nervoso. Ela me olhava como se tivesse medo de respirar e estragar tudo.
Eu estava parada no meio do quarto, o teste nas mãos.
Duas linhas.
Duas linhas bem nítidas.
Eu senti o ar sumir.
Não chorei de imediato. Não gritei. Não desmai