Quando o vício fala mais alto que a última chance.
AUGUSTO GALLO ARAGÃO
O salão do centro de convenções no Rio de Janeiro parecia pulsar como um organismo vivo. Lustres monumentais espalhavam luz dourada sobre mesas redondas impecavelmente montadas, toalhas de linho branco contrastando com taças de cristal alinhadas com precisão cirúrgica. O ar carregava perfume caro, vozes educadas, risadas controladas. Mais de mil e trezentas pessoas ocupavam o espaço, empresários, investidores, executivos, p