O que permanece de pé depois da queda.
SINTRA, JORGE E CAETANO
O elevador subia em silêncio absoluto, e o ar dentro da cabine parecia mais pesado do que deveria. Sintra mantinha os braços cruzados, o maxilar rígido, o olhar fixo no visor digital que marcava cada andar como se aquilo fosse uma contagem regressiva invisível.
Jorge permanecia ao lado dele, postura reta demais, respiração controlada, mas o aperto nos ombros denunciava a tensão que nenhum dos dois verbalizava.
Tinham acabado de a