O peso de não estar onde se devia.
Caetano Siqueira Gouveia só percebeu o silêncio quando a porta do quarto do hotel se fechou atrás dele e o mundo ficou do lado de fora. O corredor ainda respirava vozes abafadas, rodinhas de carrinho de serviço deslizando no carpete, portas abrindo e fechando em ritmos distantes, mas ali dentro tudo parecia suspenso, como se o quarto existisse numa bolha onde o tempo decidira parar.
O corpo dele sentia o cansaço de dias inteiros de reuniões, mapas, projeções