O peso de pedir perdão.
Caetano permaneceu parado diante da janela por mais tempo do que percebeu. A cidade se espalhava abaixo dele como um organismo vivo, luzes pulsando em ritmos diferentes, carros se movendo como veias iluminadas. Tudo continuava funcionando com precisão indiferente, como se o mundo inteiro estivesse celebrando alguma coisa da qual ele não fazia parte.
O silêncio do quarto não era vazio. Era denso. Pressionava os ombros, pesava no peito, lembrando que havia algo errado qu