Ela apoiou o cotovelo no joelho, respirando fundo, tentando erguer o pneu novo até o encaixe. O pneu era pesado. Pesado demais para o porte dela. O movimento falhou por um segundo — o peso cedeu — e ela ajustou a postura imediatamente, firme, silenciosa, quase teimosa. Só técnica. Só sobrevivência. Só ela.
Araziel deu dois passos à frente. O som do sapato ecoou seco no concreto.
Ela ouviu. E só então levantou o rosto.
Não disse “oi”. Não sorriu. Não pediu ajuda. Não tentou explicar nada. Apenas