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Helena caminhava entre as pilhas de vergalhões e sacos de cimento, a lanterna pesada em uma das mãos e o telefone celular na outra, com o visor iluminando seu rosto pálido. As sombras projetadas pelos refletores pareciam ganhar vida, transformando o canteiro de obras em um labirinto de formas grotescas. No rádio, ela ainda ouvia o zumbido tenso do motor da betoneira que Gabriel tentava desesperadamente estabilizar.
— Ricardo! Apareça! — a voz de Helena cortou o ar úmido, firme o suf