Celina esperou.
Esperou o som do chuveiro cessar completamente. Esperou os passos no quarto, o abrir e fechar de portas, o ruído leve do armário sendo fechado. Esperou até que o silêncio se tornasse espesso o suficiente para parecer descanso. Só então se levantou da cama com cuidado, movendo-se devagar para que o colchão não cedesse bruscamente sob o peso do corpo. O quarto estava mergulhado em meia-luz, e cada pequeno ruído parecia maior do que deveria.
Ela caminhou até o banheiro com passos c