Cecília já não conseguia medir o tempo com precisão. Ali dentro, os dias não tinham contorno, não tinham início nem fim claros. A luz permanecia artificial demais, constante demais, e o silêncio era interrompido apenas por passos ocasionais no corredor ou pelo som metálico da porta sendo aberta e fechada. O corpo começava a se adaptar à rotina forçada, mas a mente se recusava. Era como se tudo estivesse suspenso, congelado, enquanto o mundo lá fora continuava girando sem ela.
A camisa de força