Gabriel não voltou naquela noite, nem na seguinte, nem na outra, e, no primeiro dia, Celina esperou sentada na poltrona perto da janela, mantendo a postura ereta, as pernas cruzadas com elegância, o olhar fixo na porta como se a qualquer momento ele fosse entrar e tudo aquilo não passasse de uma reação exagerada, uma forma cruel de demonstrar raiva, mas ainda assim algo passageiro, algo que ela conseguiria contornar como sempre fez com qualquer situação que ameaçasse sua imagem ou seu controle