Valentina entrou no vagão no último segundo.
As portas se fecharam atrás dela com um som seco, separando-a do homem que ainda a observava no topo da escada. Por alguns instantes, ela não se moveu. Apenas ficou ali, em pé, no meio de pessoas desconhecidas, tentando controlar a respiração.
O metrô começou a andar.
Só então ela soltou o ar.
Não estava segura.
Apenas tinha ganhado alguns minutos.
Ela segurou a barra de metal com força, mantendo o rosto baixo. O celular continuava desligado na bolsa