Leonardo e Valentina caminharam por quase quinze minutos sem dizer nada.
A rua paralela terminava em uma avenida mais larga, com lojas fechando, ônibus passando e gente demais para qualquer movimento parecer óbvio. Ainda assim, nenhum dos dois relaxou.
O carro preto podia ter ficado para trás.
Ou podia apenas ter mudado de posição.
Valentina mantinha a bolsa presa ao corpo e o olhar atento aos reflexos das vitrines. Já não confiava apenas no que via à frente. Agora prestava atenção nas laterais