Na manhã seguinte à noite de quarta-feira, o clima na casa era de algo que havia mudado, mas ainda não tinha nome.
Ricardo fez café. Clara desceu de pijama. Eles dividiram o silêncio da manhã com uma naturalidade estranha, como se houvessem chegado a um acordo tácito: nada de fingir que aquele beijo não tinha acontecido, mas também nada de transformar em algo mais do que era.
Foi ela quem quebrou o silêncio, na hora mais improvável: quando os dois estavam sentados na varanda, copos na mão, olha