O sonho começou como sempre: corredores brancos, o cheiro de hospital, o som ritmado de monitores.
Mas, desta vez, havia algo diferente. Clara corria pelos corredores, procurando. Não sabia o quê. Abria porta depois de porta, quartos iguais, camas vazias. Em cada uma, havia flores de velório. Orquídeas brancas.
Então chegou ao último quarto. A cama não estava vazia: estava ela mesma deitada, pálida, imóvel, sozinha. Sem Ricardo. Sem Julian. Sem ninguém segurando a mão.
Acordou com um solavanco,