O hospital parecia menos intimidante do que ela lembrava. Talvez porque, na memória mais nítida, ela sempre aparecia deitada numa maca, anestesiada, cercada de vozes. Agora, porém, era apenas um prédio branco com cheiro de desinfetante.
Julian estacionou o carro e desligou o motor.
— Tem certeza disso? — perguntou, virando-se para ela. — Não é turismo agradável.
— Tenho o direito de saber como quase morri — ela respondeu. — E como vivi, já que todo mundo insiste em me lembrar disso.
Entraram ju