Lucas nunca foi um menino de entrar fazendo barulho. Ele chegava quieto, mochila nas costas, andava até a sala de leitura ou a sala de artes, sentava-se num canto, observava antes de se juntar às atividades.
Mas, com o tempo, começou a se aproximar de Clara como quem se aproxima de um lugar seguro: primeiro pelo olhar, depois pela presença, depois pelo toque.
Uma tarde, enquanto ela revisava um relatório, sentiu algo encostar na perna. Olhou pra baixo e viu que ele tinha se encostado nela, sent