Eduardo
O escritório estava silencioso, exceto pelo zumbido constante do ar-condicionado e pelo clique frenético das teclas.
Eduardo Braga se inclinou sobre os papéis, rabiscando números e revisando relatórios que já não significavam nada. O trabalho era a única coisa que ainda conseguia preencher o vazio desde o divórcio. Cada contrato fechado, cada planilha organizada, era apenas uma tentativa de não encarar o buraco que se abriu dentro dele.
As luzes frias refletiam na gravata ligeiramente a