Maria Julia Rodrigues
Eu ainda estava encolhida dentro daquele maldito armário, o coração batendo tão forte que tinha medo que eles ouvissem.
A voz feminina perguntou de novo, suave, quase delicada:
— Querido, você está aí?
— Sim, Antonella, estou — respondeu Ruggero, visivelmente frustrado.
A porta se abriu. Eu espiei pela fresta mínima.
— O que deseja? — perguntou ele, seco.
— Ora, querido… — O tom dela mudou lentamente. A delicadeza foi derretendo como cera quente, revelando algo sombrio, af