Alaric
O amanhecer ainda não rompia quando eu acordei com Sage encolhida contra o meu peito, os cabelos loiro-prateados se espalhando pelo meu braço. O vínculo de companheiros vibrava num contentamento baixo, ainda atravessado pela tensão que não desaparecia por completo. Na noite anterior, depois do confronto, depois das lágrimas, das explicações e dos passos cuidadosos em direção a alguma coisa que parecia reconciliação, ela me deixou a segurar. Deixou que eu marcasse a pele dela com beijos no rosto, no pescoço, em qualquer lugar que eu alcançasse — e eu alcançava longe — enquanto eu sussurrava tudo o que deveria ter dito meses antes.
— Está me encarando — Murmurou, sem abrir os olhos.
— Eu não consigo evitar. — Passei o polegar pela bochecha dela. — Você fica linda com essa luz. Eu nunca vi nada mais deslumbrante.
Ela tentou sustentar uma expressão severa, mas o vínculo entregou o prazer que minhas palavras arrancaram dela.
— Falar bonito não vai te deixar totalmente perdoado.
— Nã