Melissa
A lua negra cresce no céu como uma ferida aberta. Eu nunca achei que a noite pudesse ter peso, mas ela tem. Dá para sentir nos ombros, na pele, na respiração curta de todos que cruzam os corredores da fortaleza. Ninguém fala alto. Ninguém ri. Até os passos parecem mais suaves, como se o próprio chão estivesse escutando.
Eu caminho devagar pelo quarto, abraçando a própria barriga enquanto observo a cortina balançar com o vento frio que entra pela fresta da janela. Os gêmeos estão inquiet