DAMIÃO GUERRA
Eu encarava meu avô em silêncio no estacionamento da empresa.
O vento agitava levemente seu paletó caro enquanto ele mantinha aquela postura rígida que sempre tivera. Aguinaldo Guerra era o tipo de homem que acreditava que dinheiro comprava razão. E, pior, acreditava que tinha o direito de controlar a vida de todos ao seu redor.
Inclusive a minha.
— Eu finalmente entendi — disse ele, cruzando as mãos atrás das costas.
Mantive o rosto impassível.
— Entendeu o quê?
— O motivo do seu