DULCE
Meu peito doía tanto que parecia difícil respirar.
Mesmo depois de tudo o que eu passei, Dário ainda conseguia me machucar como ninguém.
Eu o encarava do outro lado daquela sala luxuosa tentando reunir o pouco de dignidade que ainda me restava.
Porque eu não podia sair dali sem tentar mais uma vez.
Não pela minha mãe.
Mas por mim também.
Pelo que eu havia sacrificado.
Pelo que eu tinha perdido.
Minha voz saiu trêmula:
— No passado… eu abri mão de muita coisa por esse casamento.
Dário perm