DULCE
O caminho até em casa pareceu infinito.
Henry permanecia sentado ao meu lado no banco de trás, em um silêncio que não combinava com ele. Meu menino costumava encher qualquer ambiente de perguntas, curiosidades e comentários aleatórios, mas agora mantinha o rosto voltado para a janela, observando as ruas passarem enquanto abraçava a própria mochila contra o peito.
Aquilo me destruía.
Eu preferia vê-lo correndo pela casa, espalhando brinquedos pelo chão, do que daquele jeito... tão quieto.