O homem mais agradável, simpático e carismático de Nova York havia tomado o corpo de Rafe como seu hospedeiro.
Definitivamente, ela não o reconheceu à mesa, conversando sobre viagens, aviões, desastres aéreos e sobrevivência em lugares ermos.
Ele catalisava a atenção de todos, um ímã irresistível, a fala macia e simples, o sorriso constante e uma jovialidade que ela não via nele desde antes de assumir a presidência da empresa da família.
Ele era jovem, afinal. Engraçado como ela o via como um homem bem mais velho do que era na verdade. Responsável ao extremo. Sobrecarregava-se no trabalho e na vida pessoal, ocupando-se inclusive com a segurança e saúde dos pais, cuidando deles, embora com certa distância. Não, com muita distância.
Após um AVC leve, James só queria saber de jogar xadrez e pôquer e acompanhar Judith em eventos sociais. Como o seu pai, avô de Rafe, havia sofrido um grave acidente vascular cerebral e permanecera em estado de coma por dois anos até falecer, James temera te