27. Despertar
Maya Stone
A cabana rangia como se respirasse junto comigo.
O vento batia nas tábuas, a chuva ainda pingava do telhado, e eu sentia o cheiro da floresta entrando por cada fresta — úmido, frio, vivo. Eu não conseguia parar de tremer, mas não era só pelo clima.
Era por mim.
Pela primeira vez em anos, eu não estava numa cozinha esfregando chão. Eu estava escondida. Caçada. Valiosa. Uma “híbrida rara”, como se isso fosse um prêmio, e não uma sentença.
Caio mexia no fogo da lareira com um pedaço de