17. Minha maldição
Maya Stone
Os olhos dele são azuis como a chuva daquela tempestade.
A cada passo que damos, o som da água batendo nas poças parece zombar da minha lentidão.
— Pode andar mais devagar? — reclamei, sentindo a lama grudar no meu vestido.
— Se for nessa lerdeza, vamos ficar mais ensopados do que já estamos. — ele respondeu, sem sequer olhar para trás.
— É o máximo que eu consigo.
Ele soltou um suspiro pesado, visivelmente impaciente.
Eu não conseguia me transformar, não era uma loba legítima, mas