14. Dance comigo
Maya Stone
O caminho parecia infinito dentro daquele veículo.
James dirigia com uma mão só, a outra apoiada no volante. O maxilar tenso, os olhos fixos na estrada.
Eu o olhava de canto, disfarçadamente, mas sabia que ele sentia. Sentia tudo. Até meus medos.
Ele sorriu de leve, sem olhar para mim.
— Sou um lobisomem. Consigo ver reflexos. —
— Do que… está falando? — minha voz saiu trêmula.
Ele virou a cabeça ligeiramente, com aquele sorriso cínico.
— Você acha que consegue me encarar pela