Pedro desceu as escadas rangentes da casa grande como sempre fazia, o corpo acostumado à rotina matinal.
O sol já filtrava pelas janelas da cozinha, iluminando a mesa onde o copo d'água ainda esperava por Ana. Mas algo estava errado.
O silêncio era mais pesado, a casa parecia vazia demais.
Seus olhos caíram no bilhete dobrado ao lado do copo. Ele o pegou devagar, desdobrando o papel com as mãos calejadas. Enquanto lia as palavras de Ana, o rosto dele se contraiu. Uma dor aguda apertou seu peit