LIA
O retorno daquela madrugada foi tenso. Deixei Lídia em seu quarto e me recolhi, mas o silêncio da casa parecia diferente. Pela manhã, Clarice não estava gritando. Ela estava sentada à cabeceira da mesa de jantar, tomando chá com uma calma que me arrepiou a espinha.
— Bom dia, Lia — ela disse, sem tirar os olhos da porcelana. — Lídia me contou que não dormiu bem. Parece que houve muita movimentação nesta casa durante a noite.
Meu coração falhou uma batida. Mantive a expressão neutra.
—