LIA
Eram duas da manhã quando Lídia entrou no meu quarto como um fantasma. Ela não batia na porta; apenas girou a maçaneta com uma urgência que me fez saltar da cama. O rosto dela, parcialmente curado, mas ainda marcado pelo soco de Clarice, estava pálido sob a luz da lua que filtrava pelas cortinas.
— Lia, por favor — ela sussurrou, as mãos entrelaçadas em sinal de prece. — Você precisa me levar até ele. Agora.
— Ficou louca, Lídia? — Eu me levantei, sentindo o frio do chão de mármore. — E