LIA
Depois que Lorena finalmente adormeceu, o silêncio da mansão tornou-se opressor. Eu não conseguia pregar o olho. A imagem de Clarice aterrorizando a menina queimava em minha mente, e a injustiça contra Alexandre pesava no meu peito.
Saí do quarto de Lorena em busca de um copo de água, caminhando na ponta dos pés pelo corredor escuro. Foi quando vi uma fresta de luz vindo do quarto de Lídia. A porta estava entreaberta.
Parei. O som que vinha lá de dentro não era de triunfo, mas de um choro c