Elizabeth
Uma confissão séria
Após aquele momento intenso, percebemos que a noite havia avançado sem que nos déssemos conta. O tempo simplesmente escapara por entre nossos dedos, silencioso, cúmplice.
— Meu amor, estou morto de fome… — ele sussurrou em meu ouvido, a voz baixa, rouca, ainda impregnada de tudo o que havíamos acabado de viver.
— Então somos dois — respondi, com uma preguicinha gostosa que ainda me mantinha presa à cama.
A fome era real, insistente até, mas a vontade de permanecer